As vidas dos outros parecem mais vivas que a minha. Surpresa? Nenhuma. Provavelmente é só mais uma de minhas paranóias, mas é uma forte impressão que não tenho como negar. Negar com que finalidade? Para parecer legal e confiante? Não, não sou mesmo e não vou mentir. Minto vez ou outra por necessidade. Necessidade que nem sempre é necessária, e sim conveniente aos meus objetivos. Não vale a pena mentir por coisa boba, é um risco que se corre à toa.
Como dizia anteriormente, antes de me perder nas reflexões transloucadas, acho minha vida morta se comparada as outras. Não reclamo, não comemoro, apenas aceito. Que a vida é assim mesmo e não posso fugir. Dizer que posso radicalizar meu destino é mentira, mentira do tipo boba, que já mostrei o quanto desprezo. A associação entre meu destino e minha personalidade gera um filme sem clímax e de fotografia fria. Um típico filme francês daqueles que eu adoro, onde conhecemos o personagem até o limite, mas nada acontece.
Não sou interessante nem para mim, e olha que eu tento achar o interessante em tudo e todos. Novamente não minto. Não digo que não possa ser interessante para as outras pessoas, espero fervorosamente que assim eu seja, mas não correspondo aos meus próprios padrões. Sairia comigo para conversar sobre cinema, talvez um pouco de literatura. Entretanto, não iria para a cama comigo mesmo. E não venha falar sacanagem. Tem coisa que o ser humano faz por necessidade física.
Eu perdi o fio da meada novamente. Isso sempre acontece. Meu texto perde toda a sua coerência no desenrolar das palavras. É que elas, as palavras, tem vida própria. Quando se alinham ao pensamento então, não tenho como controlar. São tantas as reflexões que querem ser expostas ao mesmo tempo, que nem Guernica suportaria.
Vou para por aqui, se eu fizer mais alguma referência explícita extra-textual, vou acabar transformando este em mais um daqueles textos de pseudo-intelectuais. Aprendi a não gostar dos rótulos, sou de classificação livre. Assim posso aproveitar tudo ao mesmo tempo. Todas as línguas, cores e gêneros. Gêneros literários e cinematográficos, é claro. Porque meus possíveis leitores, que provavelmente não existem, são muito maliciosos. Ou será que escrevo para a minha consciência. Não sei, não sei de nada, é melhor continuar não sabendo. Já dizia a célebre frase: "A ingorância é uma benção". Merda, ai a referência de novo.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Ócio.
Férias, para que as quero? Cada dia é como se fosse domigo: Longo e vazio. Horas intermináveis na frente do computador servem de retrato. Retrato de quê? Retrato de nossa época ora bolas. Ora bolas é tão brega, finjam que não leram isso. Tudo bem que termos como "supimpa" também são bregas, mas estão na moda. Se brega está na moda, então devo ser brega. Ora bolas. Sempre corrijo os textos após escrevê-los. Desta vez não. Deixo que os erros gramaticais gritem por mim. Este é o tipo de coisa que só se escreve quando a mente pede piedade. Ela quer jogar fora tudo de uma vez, para ver se eu não movimento um pouco este meu corpo e deixo ela vazia descansando. Não tem paz nem nos horários noturnos, quando insisto em pensar antes de dormir. Penso tanto, tanto, que não durmo. Resultado, acordo tarde no outro dia e o perco. O corpo e a mente armam uma conspiração contra mim. Ele agora tem a mania esquisita de dançar sozinho, fazer gestos involuntários enquanto estou lendo alguma coisa etc. O danado gosta de me provocar. Deve ser por falta de outros corpos que o ajudem a saber que é corpo. Corpo com corpo sente. Se sente, existe. No momento em questão, meu corpo está morto. Ele quer ressuscitar. Confesso que busquei ressuscitar no dicionário antes de escrever, não sabia ao certo quantos ésses tinha. Não furo a minha premissa, não fiz a correção depois de escrever, e sim antes. A mente está mais calma agora, pedindo para descansar. Vou atender ao seu pedido. Para isso, preciso dar um ponto final a este texto. Que agonia, não consigo! Consigo sim, ponto.
sábado, 1 de janeiro de 2011
Cueca verde.
A festa de cores a surpreender os olhos e a alma. Quinze minutos de belíssimos fogos, anexando a eles a esperança de um futuro melhor. Minha essência grita e exala seu perfume, em meio a afagos, pulos e promessas. Um novo ano começa, um símbolo de que a vida está mais próxima do fim. Tenho então que aproveitá-la mais, pois o tempo passa impiedosamente.
O segundo grande momento reflexivo da noite. Poucas horas antes, sorri debilmente em meio a beleza vista de cima da pedra do arpoador. A natureza faz coisas lindas, pena que o homem insista em destruir tudo, ou quase tudo. Ao trocar alegria com os amigos, o mar ficou mais claro, o céu mais estrelado e o vento mais envolvente. Doce noite de dezembro.
Fim de noite. Ruas lotadas, pés inchados, corpos semivivos nas sarjetas, bocas secas, fome voraz, frio, lembranças, risos e sorrisos. A noite harmoniosa preparando-se para virar um sonolento dia. Na volta para casa, muitos sonhos a serem realizados. A imensa força revolucionária a florear os corações humanos. Como bons pelegos, dormimos. Deixemos o futuro para mais tarde.
O segundo grande momento reflexivo da noite. Poucas horas antes, sorri debilmente em meio a beleza vista de cima da pedra do arpoador. A natureza faz coisas lindas, pena que o homem insista em destruir tudo, ou quase tudo. Ao trocar alegria com os amigos, o mar ficou mais claro, o céu mais estrelado e o vento mais envolvente. Doce noite de dezembro.
Fim de noite. Ruas lotadas, pés inchados, corpos semivivos nas sarjetas, bocas secas, fome voraz, frio, lembranças, risos e sorrisos. A noite harmoniosa preparando-se para virar um sonolento dia. Na volta para casa, muitos sonhos a serem realizados. A imensa força revolucionária a florear os corações humanos. Como bons pelegos, dormimos. Deixemos o futuro para mais tarde.
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