terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ócio.

Férias, para que as quero? Cada dia é como se fosse domigo: Longo e vazio. Horas intermináveis na frente do computador servem de retrato. Retrato de quê? Retrato de nossa época ora bolas. Ora bolas é tão brega, finjam que não leram isso. Tudo bem que termos como "supimpa" também são bregas, mas estão na moda. Se brega está na moda, então devo ser brega. Ora bolas. Sempre corrijo os textos após escrevê-los. Desta vez não. Deixo que os erros gramaticais gritem por mim. Este é o tipo de coisa que só se escreve quando a mente pede piedade. Ela quer jogar fora tudo de uma vez, para ver se eu não movimento um pouco este meu corpo e deixo ela vazia descansando. Não tem paz nem nos horários noturnos, quando insisto em pensar antes de dormir. Penso tanto, tanto, que não durmo. Resultado, acordo tarde no outro dia e o perco. O corpo e a mente armam uma conspiração contra mim. Ele agora tem a mania esquisita de dançar sozinho, fazer gestos involuntários enquanto estou lendo alguma coisa etc. O danado gosta de me provocar. Deve ser por falta de outros corpos que o ajudem a saber que é corpo. Corpo com corpo sente. Se sente, existe. No momento em questão, meu corpo está morto. Ele quer ressuscitar. Confesso que busquei ressuscitar no dicionário antes de escrever, não sabia ao certo quantos ésses tinha. Não furo a minha premissa, não fiz a correção depois de escrever, e sim antes. A mente está mais calma agora, pedindo para descansar. Vou atender ao seu pedido. Para isso, preciso dar um ponto final a este texto. Que agonia, não consigo! Consigo sim, ponto.

Um comentário:

  1. Simplesmente sensacional!
    Eu me vi como um todo nesse texto. Minha rotina tem sido essa tragédia também. Aliás, são 12:40 e eu acordei faz 40 minutos. Pois é.
    Abraços,
    Caio.

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