sábado, 19 de fevereiro de 2011
Partir.
Não sei escrever, mas escrevo. Escrevo porque gosto e porque quero. Escrevo quando me da na telha. Cago para a maioria das regras de gramática, não por estilo, ignorância mesmo. Escrevo isto rapidamente, enquanto dou os toques finais para a noite que virá a seguir. Deu vontade de escrever, escrevi. Não quero que seja um texto tão curto, mas não tenho tempo para que seja muito mais longo do que isso. Não vou sequer corrigir. Apenas postar e partir. Partir, uma palavra belíssima. Acho que encontrei a minha palavra predileta.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Estação Sol.
O gosto salgado sentido pela língua ao tocar a leve textura das costas da pessoa amada. Símbolo preciso do verão. A época frívola onde o errado torna-se certo e o certo inadmissível. A estação do pecado queima nossos corpos sem rodeios, dia após dia. Calor gostoso e melado que é banido pelo eco úmido do ar-condicionado. Mal da nova era, essa máquina que inibe a temperatura natural e as sensações dela advindas. Clima artificial. Artificial como o show de luzes amarelas que conduzo com sombras e mãos por entre os feixes oriundos da lâmpada redonda. Festival da loucura, o verão é o abre-alas do carnaval, é a preliminar elaborada da foda bem feita pelo amante maduro. A mente se rende, tem que ficar quieta e deixar o corpo respirar. Que aguarde o inverno gelado e racional para a tediosa manifestação.
Os amores cada vez mais apaixonados, a saliva cada vez mais escassa necessita da saliva alheia. Ou quem sabe baste um banho de água gelada para evitar a insolação da alma. Não basta. Banho é o caralho, eu quero suor. Nelsinho conseguia ser ousado sem usar palavrões? Desculpe, não sou Nelson, sou eu. Eu que nem é Nelson, nem Francisco, nem Antônio. Por isso eu. Eu suado, eu molhado, em pleno verão. Cheio de sonhos e fantasias, que não passam disso. O castelo de areia se desfaz, a poesia morreu. Deixando a hipocrisia de lado, vamos ligar o ventilador. Caso venha um pouco de sujeira, quem liga? É disso que a gente gosta.
Os amores cada vez mais apaixonados, a saliva cada vez mais escassa necessita da saliva alheia. Ou quem sabe baste um banho de água gelada para evitar a insolação da alma. Não basta. Banho é o caralho, eu quero suor. Nelsinho conseguia ser ousado sem usar palavrões? Desculpe, não sou Nelson, sou eu. Eu que nem é Nelson, nem Francisco, nem Antônio. Por isso eu. Eu suado, eu molhado, em pleno verão. Cheio de sonhos e fantasias, que não passam disso. O castelo de areia se desfaz, a poesia morreu. Deixando a hipocrisia de lado, vamos ligar o ventilador. Caso venha um pouco de sujeira, quem liga? É disso que a gente gosta.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Formato.
Passei um tempo sem escrever no formato que emprego no blog. Deixei minhas confusões e metalinguagens de lado, larguei tudo para me expressar da maneira que eu mais gosto. O que escrevi não foi prosa, nem poesia, escrevi imagens. Imagens que falam por si só, que deixam as palavras no chinelo. Inibe a imaginação? Só se a imaginação permitir ser abafada.
A graça das imagens, é que delas podemos fazer milhares de interpretações. Eu particularmente adoro procurar associações entre forma e conteúdo, é um dos meus maiores divertimentos.
Olha, sinceramente, estou sem vontade de escrever isto que escrevo aqui. Não para sempre, apenas por hoje. Em poucas horas o hoje transforamar-se-a em amanhã. E para quem chegar lá, o hoje. A inspiração vem quando quer, a vontade também. O problema é que quase sempre a vontade vem sem inspiração e a inspiração sem vontade. As palavras lidas no primeiro parágrafo surgiram em meio a minha caminhada a dois dias atrás. Tudo que pensei poderia lotar linhas e mais linhas, cadê que lembro?
Como de praxe, meu último parágrafo tem conteúdo completamente diferente do primeiro. Ou pelo menos era para ser assim, de acordo com a tradição natural que o meu inconsciente criou. Quanto mais escrevo no formato aqui escrito, mas percebo que desta forma não consigo passar a mensagem como quero. Tudo fica tão confuso. Por isso as imagens, a maneira mais bela que encontrei de dar vida as minhas idéias. Enquanto as imagens não saem do papel, vou confundindo vocês, leitores aparentemente invisíveis e inexistentes, com minhas idéias desconexas.
A graça das imagens, é que delas podemos fazer milhares de interpretações. Eu particularmente adoro procurar associações entre forma e conteúdo, é um dos meus maiores divertimentos.
Olha, sinceramente, estou sem vontade de escrever isto que escrevo aqui. Não para sempre, apenas por hoje. Em poucas horas o hoje transforamar-se-a em amanhã. E para quem chegar lá, o hoje. A inspiração vem quando quer, a vontade também. O problema é que quase sempre a vontade vem sem inspiração e a inspiração sem vontade. As palavras lidas no primeiro parágrafo surgiram em meio a minha caminhada a dois dias atrás. Tudo que pensei poderia lotar linhas e mais linhas, cadê que lembro?
Como de praxe, meu último parágrafo tem conteúdo completamente diferente do primeiro. Ou pelo menos era para ser assim, de acordo com a tradição natural que o meu inconsciente criou. Quanto mais escrevo no formato aqui escrito, mas percebo que desta forma não consigo passar a mensagem como quero. Tudo fica tão confuso. Por isso as imagens, a maneira mais bela que encontrei de dar vida as minhas idéias. Enquanto as imagens não saem do papel, vou confundindo vocês, leitores aparentemente invisíveis e inexistentes, com minhas idéias desconexas.
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