As vidas dos outros parecem mais vivas que a minha. Surpresa? Nenhuma. Provavelmente é só mais uma de minhas paranóias, mas é uma forte impressão que não tenho como negar. Negar com que finalidade? Para parecer legal e confiante? Não, não sou mesmo e não vou mentir. Minto vez ou outra por necessidade. Necessidade que nem sempre é necessária, e sim conveniente aos meus objetivos. Não vale a pena mentir por coisa boba, é um risco que se corre à toa.
Como dizia anteriormente, antes de me perder nas reflexões transloucadas, acho minha vida morta se comparada as outras. Não reclamo, não comemoro, apenas aceito. Que a vida é assim mesmo e não posso fugir. Dizer que posso radicalizar meu destino é mentira, mentira do tipo boba, que já mostrei o quanto desprezo. A associação entre meu destino e minha personalidade gera um filme sem clímax e de fotografia fria. Um típico filme francês daqueles que eu adoro, onde conhecemos o personagem até o limite, mas nada acontece.
Não sou interessante nem para mim, e olha que eu tento achar o interessante em tudo e todos. Novamente não minto. Não digo que não possa ser interessante para as outras pessoas, espero fervorosamente que assim eu seja, mas não correspondo aos meus próprios padrões. Sairia comigo para conversar sobre cinema, talvez um pouco de literatura. Entretanto, não iria para a cama comigo mesmo. E não venha falar sacanagem. Tem coisa que o ser humano faz por necessidade física.
Eu perdi o fio da meada novamente. Isso sempre acontece. Meu texto perde toda a sua coerência no desenrolar das palavras. É que elas, as palavras, tem vida própria. Quando se alinham ao pensamento então, não tenho como controlar. São tantas as reflexões que querem ser expostas ao mesmo tempo, que nem Guernica suportaria.
Vou para por aqui, se eu fizer mais alguma referência explícita extra-textual, vou acabar transformando este em mais um daqueles textos de pseudo-intelectuais. Aprendi a não gostar dos rótulos, sou de classificação livre. Assim posso aproveitar tudo ao mesmo tempo. Todas as línguas, cores e gêneros. Gêneros literários e cinematográficos, é claro. Porque meus possíveis leitores, que provavelmente não existem, são muito maliciosos. Ou será que escrevo para a minha consciência. Não sei, não sei de nada, é melhor continuar não sabendo. Já dizia a célebre frase: "A ingorância é uma benção". Merda, ai a referência de novo.
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