Passei um tempo sem escrever no formato que emprego no blog. Deixei minhas confusões e metalinguagens de lado, larguei tudo para me expressar da maneira que eu mais gosto. O que escrevi não foi prosa, nem poesia, escrevi imagens. Imagens que falam por si só, que deixam as palavras no chinelo. Inibe a imaginação? Só se a imaginação permitir ser abafada.
A graça das imagens, é que delas podemos fazer milhares de interpretações. Eu particularmente adoro procurar associações entre forma e conteúdo, é um dos meus maiores divertimentos.
Olha, sinceramente, estou sem vontade de escrever isto que escrevo aqui. Não para sempre, apenas por hoje. Em poucas horas o hoje transforamar-se-a em amanhã. E para quem chegar lá, o hoje. A inspiração vem quando quer, a vontade também. O problema é que quase sempre a vontade vem sem inspiração e a inspiração sem vontade. As palavras lidas no primeiro parágrafo surgiram em meio a minha caminhada a dois dias atrás. Tudo que pensei poderia lotar linhas e mais linhas, cadê que lembro?
Como de praxe, meu último parágrafo tem conteúdo completamente diferente do primeiro. Ou pelo menos era para ser assim, de acordo com a tradição natural que o meu inconsciente criou. Quanto mais escrevo no formato aqui escrito, mas percebo que desta forma não consigo passar a mensagem como quero. Tudo fica tão confuso. Por isso as imagens, a maneira mais bela que encontrei de dar vida as minhas idéias. Enquanto as imagens não saem do papel, vou confundindo vocês, leitores aparentemente invisíveis e inexistentes, com minhas idéias desconexas.
"O problema é que quase sempre a vontade vem sem inspiração e a inspiração sem vontade." Caraca, um resumo simples do processo criativo!
ResponderExcluirSeu texto, apesar de ser cheio de reviravoltas, é claro no que você quis dizer.
E mal posso esperar pra ver suas imagens :)