A música, cujo título é o mesmo deste texto, vem me acompanhando durante toda a semana. Tenho a impressão que Gilberto Gil está falando diretamente comigo o tempo inteiro. Vê-lo pessoalmente deixou sequelas em minha mente. Para variar, fiquei um pouco mais louco.
Em meio as minhas provas finais, sinto medo. Medo de ter que passar por tudo isso novamente, agora que finalmente esta tudo a acabar. Sinto-me só. O desamparo, inspirado pelo espírito de Sartre, toma conta de mim. Tanta responsabilidade, tudo dependendo de mim. Começo a cantar a música citada anteriormente e tudo fica em paz. Descubro a importância de Gilberto, que serve de canal para uma verdadeira experiência divina. Sentado no chão, acompanho a música com a minha voz desafinada. Cazuza orgulharia-se de mim, Dean Moriarty idem. Sonhando acordado, sorrio.
Percebo que a vida esta em perfeito equilíbrio, alternando-se entre momentos de frenesi ao lado das pessoas amadas e canções solitárias no chão gelado do quarto. Alegria e melancolia juntas em uma grande e interminável dança. Avisto os risos descontrolados ao fim de tudo, sabendo que serão finitos. O finito infinito, contraditoriamente belo.
Essa música é bonita mesmo. Mas acho que tanto a sós como em grupo podemos ter nossas experiencias místicas ou catárticas, é claro que de maneiras diferentes.
ResponderExcluirÉ, "tanta responsabilidade, tudo dependendo de mim" .
ResponderExcluirViver por si só é uma loucura contínua, ainda mais com as diversas experiências que vivemos a todo instante.
Gosto bastante de ler seus textos :)